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Nova cultivar eleva qualidade de grãos do arroz

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Brazil
April 2, 2007

Os agricultores de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Maranhão e Piauí podem contar a partir da safra 2007/08 com a BRS Sertaneja, a nova cultivar de arroz de terras altas (sequeiro) da Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Devido a sua qualidade de grãos, o lançamento rivaliza com a variedade BRS Primavera, considerada pelo mercado como padrão de excelência.

De acordo com o melhorista Emílio da Maia Castro, ambas cultivares foram comparadas em uma série de experimentos. Em 115 ensaios a campo, ao longo dos últimos quatro anos, as duas tiveram produtividades bastante próximas, médias de 3,6 mil quilos por hectare. No entanto, foram nos testes de colheita e pós-colheita que a BRS Sertaneja se sobressaiu, demonstrando superioridade quanto à qualidade de grãos.

Semelhante à BRS Primavera, Emílio afirma que os grãos da nova cultivar são classificados confortavelmente como arroz longo-fino. Da mesma forma, o comportamento de cocção é bem similar. Isto é, após 60 dias de colhido, o produto pode ser beneficiado, comercializado e levado à panela que os grãos apresentam cozimento plenamente soltos. O diferencial destacado pelo pesquisador consiste exatamente no seguinte aspecto: o rendimento industrial de grãos inteiros.

“A BRS Sertaneja alcançou entre 60% e 70% de grãos inteiros, enquanto que a BRS Primavera obteve apenas 50%. Isso significa mais arroz agulhinha tipo 1 e menos quirera (arroz quebrado) para as empacotadoras”, diz Emílio. Essa característica atrativa para as indústrias é importante também para o agricultor, que tem a oportunidade de negociar um produto de melhor qualidade na hora de vendê-lo às beneficiadoras.

Um outro aspecto ligado a essa propriedade e ressaltado por Emílio é que o rendimento de grãos inteiros da BRS Sertaneja é estável, ao contrário do que acontece com a BRS Primavera. O pesquisador mostra um estudo que correlacionou diferentes épocas de colheita após a floração do arroz e o rendimento de grãos inteiros para reforçar seu argumento.

Quando a colheita da nova cultivar é realizada entre 30 e 45 dias após a floração, não há perdas expressivas no rendimento de grãos inteiros. Porém, o rendimento de grãos inteiros da BRS Primavera cai para 40%, quando a colheita é feita depois dos 40 dias do período de floração. Conforme Emílio, isso quer dizer que o ponto de colheita da BRS Sertaneja é mais flexível que o da BRS Primavera, o que dá ao produtor maior margem de segurança, caso haja algum previsto no campo.

Quanto às características agronômicas, Emílio informa que a BRS Sertaneja é moderadamente resistente às doenças mais comuns, a não ser a brusone, que exige medidas de controle mais rigorosas. Ele afirma também que a cultivar se adapta a diversas condições de cultivo, inclusive em rotação de culturas, renovação de pastagens, abertura de áreas e integração lavoura-pecuária. “Até nos sistemas menos mecanizados, a BRS Sertaneja se saiu bem, pois suas plantas altas, com colmos grossos e panículas grandes facilitam o corte e a trilha manuais”, complementa Emílio. O contato para os interessados em adquirir sementes da BRS Sertaneja é: (62) 3202-6000.

 

 

 

 

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