Brazil
July 27, 2006
A equipe da Rede de Biossegurança
de Organismos Geneticamente Modificados (BioSeg) da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária- Embrapa, vinculada ao
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em
colaboração com o Projeto Internacional sobre Metodologias de
Avaliação de Risco Ambiental de Organismos Geneticamente
Modificados (GMO ERA) participou da publicação do livro
Methodologies for Assessing Bt Cotton in Brazil (Metodologias
para avaliação de Algodão Bt no Brasil), vol. 2 lançado em abril
de 2006 pela Editora CABI Publishing do Reino Unido.
A Rede de Biossegurança de
Organismos Geneticamente Modificados (BioSeg) criada em 2002
estuda o potencial de risco de cinco produtos geneticamente
modificados da Embrapa (feijão, batata, mamão, algodão e soja) e
gera informações científicas sobre potenciais riscos sobre o
ambiente e a biodiversidade.
Fóruns internacionais
identificaram a necessidade de métodos científicos abrangentes
para os testes pré-liberação comercial e o monitoramento após a
autorização para o comércio de plantas transgênicas, a fim de
garantir a segurança ambiental e o uso seguro destas plantas. Em
resposta a esta demanda o Projeto GMO ERA desenvolve
metodologias de teste de biossegurança para suporte a avaliação
de risco de plantas transgênicas.
A série de publicações de
iniciativa do Scientific and Technical Advisory Panel – STAP do
Global Environmental Facility (GEF) tem o objetivo de fornecer
ferramentas científicas, devidamente revisadas e aprovadas por
especialistas, que possam ajudar países em desenvolvimento a
fortalecer suas próprias capacidades técnicas e científicas em
biossegurança.
Cada livro da série examina um
estudo de caso diferente em países em desenvolvimento. Os
workshops para os estudos de caso e a agregação de um time de
autores para produzir cada um deles são, por si só, atividades
de capacitação porque reúnem cientistas do país no qual o estudo
de caso é conduzido e outros especialistas de países em
desenvolvimento e desenvolvidos para analisar e integrar, no
livro, a ciência e tecnologia relevante sobre o assunto. O
primeiro livro, um estudo de caso sobre o milho Bt no Quênia foi
publicado em 2004.
O livro sobre metodologias para
avaliar o algodão Bt no Brasil foi escrito por 75 autores,
incluindo 48 cientistas brasileiros, assim como cientistas e
técnicos do Quênia, Vietnã, Austrália, Europa e Estados Unidos.
O livro enfoca plantas transgênicas de algodão que são
resistentes a insetos pragas no Brasil e aborda impactos
ambientais e agrícolas. A obra usa o estudo de caso do algodão
Bt no Brasil para delinear um conceito geral de avaliação de
risco. As metodologias propostas pelo Projeto GMO ERA foram
desenvolvidas e refinadas, em especial as que tratam de impacto
à biodiversidade e espécies não-alvo, assim como aquelas que
tratam de fluxo gênico e suas conseqüências e de manejo de
resistência do algodão Bt. A informação disponível sobre a
expressão do transgene e estrutura do locus de variedades de
algodão Bt é examinada, e o livro inclui um capítulo que
apresenta informações básicas detalhadas sobre o cultivo do
algodão nas diferentes regiões do Brasil.
Trata-se de uma rica fonte de
informações para cientistas, reguladores e
educadores permitindo identificar possíveis efeitos adversos ao
meio ambiente, formular hipóteses para avaliar a possibilidade
de ocorrência de riscos ambientais e planejar experimentos
científicos apropriados para testar tais hipóteses. Para
profissionais de regulamentação, o livro pode ser usado como uma
ferramenta para dar suporte a tomadas de decisão. Oferece uma
contribuição significativa a este campo dando ao leitor uma
visão sobre como a ciência pode dar suporte à avaliação de
risco, com foco nas necessidades de países que, como o Brasil,
são detentores de grandes territórios e de rica diversidade
biológica. |