Brazil
January 23, 2006
A
colheita do feijão já começou em alguns Estados brasileiros.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a
produção da leguminosa na safra das águas deve ser de 1.422 mil
toneladas, marca 29% superior a do ano passado. Foram plantados
1.235 mil hectares e a expectativa é que a média de
produtividade fique pouco acima de 1.000 quilos por hectare.
A despeito das estiagens na Região Sul, aqueles que tiveram o
tempo a seu favor e que estão se preparando agora para retirar o
produto do campo devem observar algumas recomendações básicas
para evitar a perda de grãos.
A Embrapa Arroz e Feijão, unidade da
Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, chama a atenção para
alguns aspectos importantes. Conforme sejam as variedades,
precoces ou tardias, e, de acordo com as condições em que se
desenvolveu a cultura, o feijão está pronto para colheita entre
70 e 100 dias. Nessa fase, as vagens secam e, ao se balançá-las,
é possível perceber a carga de grãos em seu interior.
O primeiro problema que surge é justamente o desprendimento
expontâneo desses grãos contidos na vagem. Para contornar esse
problema, é aconselhável colher o feijão com certa porcentagem
de vagens imaturas, pois, se deixá-las até que sequem
completamente, muitas irão se abrir, gerando várias perdas de
grãos. Ainda relacionado a essa questão, o período da manhã é o
mais adequado para se fazer a colheita. Isso porque as vagens ao
serem manuseadas nos horários mais quentes do dia tendem a se
abrir com maior facilidade.
Apesar desses cuidados, o pior adversário na colheita do feijão
continua sendo o risco de ocorrência de chuvas. Se isso
acontecer, a safra pode ficar totalmente comprometida e, quando
não, a qualidade do grão obtido cai e o produto é francamente
depreciado pelo mercado. Isso tem levado muitos agricultores a
plantar apenas pequenas áreas, ficando as grandes lavouras da
leguminosa concentradas na safra de 3ª época, cultivadas sob
pivô, na região de cerrado do Brasil Central. |