Brasília, Brazil
March 21, 2005Lílian
de Macedo
Repórter da Agência Brasil
O pesquisador da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja, Ricardo
Abdelnoor, conta que apenas dois projetos de transgenia ligados
à soja têm incentivos: o cultivo de soja tolerante à seca (que
recebe investimentos do Departamento de Agricultura do Japão) e
desenvolvimento de grãos resistentes à herbicida (cuja pesquisa
tem o convênio com a multinacional Basf).
O apoio financeiro propiciou melhorias genéticas, como a quebra
das barreiras reprodutivas e troca de genes entre espécies
distantes. Isso possibilitou o desenvolvimento de novos produtos
com qualidades e características inovadoras. "Este fato
evidencia a necessidade de mudanças e adaptações da legislação
para tratar de assuntos relativos à biossegurança e à proteção
de cultivares", explica.
A necessidade de alteração nas normas relativas a produção de
grãos ocorreu a partir de 1996. Naquele ano, a empresa realizou
a primeira pesquisa brasileira sobre a tolerância da soja a
herbicidas. "A Embrapa iniciou sua experiência com um organismo
geneticamente modificado (OGM) quando recebeu uma amostra da
empresa Monsanto. O grão era tolerante ao glyphosate,
ingrediente ativo do herbicida Roundup", relembra o pesquisador
da Embrapa, Carlos Alberto Arias.
Os pesquisadores argumentam que a linha de pesquisa da empresa
procura identificar genes resistentes a insetos, doenças,
herbicidas e estresse ambiental. Além disto, desenvolve óleos,
proteínas e fármacos, como insulina humana e hormônio de
crescimento. |