Brazil
December 8, 2005
Com
as lavouras em fase de florescimento, o Sistema de Alerta da
Embrapa Soja, unidade da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, já
registra focos de ferrugem em várias regiões brasileiras.
As últimas confirmações foram feitas pela Fundação Rio Verde,
entidade integrante do Consórcio Antiferrugem, liderado pelo
Ministério da Agricultura, que confirmou a ocorrência de doze
novos focos da doença em cinco municípios: Lucas do Rio Verde,
Santa Rita do Trivelato, Ipiranga do Norte, Sorriso e Sinop.
Todas as ocorrências são em unidades de alerta, plantadas
antecipadamente com o objetivo de detectar a presença do fungo
antes que ele chegue às lavouras comerciais.
“A situação de Sorriso e Sinop preocupam um pouco mais. Há focos
em estádio R1, quando normalmente detectamos a partir de R5. Os
municípios são grandes e as condições climáticas estão
favoráveis em algumas regiões. Temos áreas com chuvas
irregulares e outras com chuvas bem distribuídas”, explica Mauro
Natalino da Costa, fitopatologia da Fundação Rio Verde,
responsável pela confirmação dos focos. Segundo o técnico, ainda
não foram confirmados focos em lavouras comerciais da região.
“Os produtores não precisam ter receio de encaminhar amostras
para confirmação, pois os dados são sigilosos”, explica.
Primavera do Leste – Em Primavera do Leste, município brasileiro
onde a situação da ferrugem é agravada pela presença dos pivôs
no inverno, a doença está sob controle. Mesmo assim, técnicos e
produtores devem seguir atentos, pois as condições climáticas
dos últimos dias voltam a favorecer a doença. Os focos de
ferrugem que são encontrados em estádio vegetativo estão em
áreas distantes, em média, a 15 km de áreas de pivôs. “As
lavouras que não estão em áreas próximas aos pivôs estão
conseguindo chegar no florescimento sem realizar aplicação”,
explica o agrônomo Sandro Kuramae, da Ceres Consultoria. Sandro
confirma que, em comparação à safra passada, a pressão está
menor, provavelmente porque o inverno foi mais seco, diminuindo
a pressão do inóculo para o verão. |