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Bancos de genes da Embrapa reúnem pesquisadores na PB
September 21, 2004

A preservação de genes vegetais de várias espécies e culturas, principalmente de valor econômico para a agricultura, é o tema principal de uma reunião técnica que começa dia 21 de setembro na Embrapa Algodão, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O evento, que ocorre em Campina Grande (PB), vai até a próxima quinta-feira, 23, e é um de treinamento para curadores dos bancos de germoplasma (genes vegetais) das unidades da empresa no Nordeste ligados ao Sistema Brasileiro de Recursos Genéticos (Sibrargen).

Segundo Eduardo Vaz de Mello Cajueiro, pesquisador da Embrapa Biotecnologia e Recursos Genéticos, com sede em Brasília, o sistema começou a ser projetado em 1997 e pode ser alimentado, via Internet, de forma descentralizada pelos pesquisadores cadastrados em todas as unidades da Embrapa no país.

Na Paraíba, o treinamento vai envolver pesquisadores de toda região Nordeste, que estejam respondendo pelas curadorias de bancos de germoplasma nos centros de pesquisa. Eles vão aprender a usar um programa de computador que dá acesso ao Sibrargen, batizado de BAG 2.0.

"A Embrapa mantém hoje cerca de 166 bancos genéticos, sendo que destes mais de 130 são de espécies vegetais. Bancos de genes animais são 13 e 16 de microorganismos", detalha Cajueiro. Ele diz que com o software os pesquisadores vão poder alimentar a base de dados em Brasília em tempo real. Com o programa, os pesquisadores poderão inserir informações como o passaporte (identidade) de cada acesso de germoplasma e fazer a caracterização desses materiais.

A informatização desse processo tem por finalidade dinamizar o processo de pesquisa de genes desejáveis, facilitando, por exemplo, a vida dos melhoristas de plantas, que precisam desse tipo de informação para realizar cruzamentos entre as plantas, criando novas cultivares.

Para se ter idéia da dimensão desse trabalho, o banco de germoplasma de algodão, mantido pela Embrapa em Campina Grande ultrapassa os 3000 acessos. Cada um desses acessos pode conter uma característica diferente e ser usada, por exemplo, no melhoramento que dá origem às variedades de algodão colorido.

O Sibrargen e o BAG 2.0 são ferramentas de informática que ajudam os pesquisadores a medir o tamanho da variabilidade genética das culturas agrícolas brasileiras. "Com essa ferramenta vai ser possível fazermos prospecções genéticas quase que instantaneamente", comenta Eduardo Cajueiro. "Antes disso era como se tivéssemos uma biblioteca cheia de livros, mas sem catálogo. Você imagina o trabalho que daria encontrar uma informação desse jeito", ilustra o pesquisador.

O treinamento já ocorreu nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Depois do Nordeste, a equipe do doutor Eduardo parte para a região Norte, concluindo a fase de treinamento para uso do software. "Inicialmente, deveremos nos concentrar na migração dos bancos de dados individuais para o do sistema. A maioria já está digitada em planilhas de Excell", diz Eduardo.

Além dos pesquisadores da Embrapa, o Sibrargen começa a atrair o interesse de pesquisadores da Empresa Estadual de Pesquisa do Rio Grande do Sul (Epagri) e do instituto de pesquisa agrícola do Amazonas (INPA). Nesta terça-feira, 21, a partir das 08h15 acontece a palestra "Documentação de Recursos Genéticos", proferida por Ivo Roberto Sias Costa.

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