Brasília,
Brazil
March 30, 2004
Kelly
Oliveira
Agência Brasil
Brazil is
expected to lose 42 million sacks of soybeans (4.2% of the
2003/2004 crop) in consequence of mistakes made at the moment of
harvesting, according to the Brazilian Agricultural Research
Company (Embrapa). The worth of the lost volume comes to US$ 680
million (R$ 2 billion).
Embrapa scientist Nilton Pereira informs that, on the average,
two sacks of soybeans are lost for every hectare that is
cultivated. A sack weighs 60 kilograms. The area of soybean
cultivation in Brazil corresponds to 21 million hectares.
According to Pereira, "Under ideal conditions of bean moisture,
and with the harvesters correctly adjusted, the waste could at
least be reduced from two sacks to one per hectare, which would
in itself represent a meaningful gain," Pereira affirms.
Colheita
inadequada deve causar perda de 42 milhões de sacas de soja,
informa Embrapa
O Brasil
deve perder 42 milhões de sacas de soja (4,2%) na safra
2003/2004 por causa de erros na hora da colheita, informa a
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O volume
perdido equivale a R$ 2 bilhões.
O pesquisador da Embrapa Soja, Nilton Pereira, informa que, para
cada hectare, perde-se duas sacas de soja em média. A área
brasileira de cultivo do produto é de 21 milhões de hectares.
Segundo Pereira, em condições ideais de umidade do grão e com as
máquinas de colheita ajustadas, o desperdício chega a 0,75 saca
por hectare. “Mas se chegássemos à redução de duas para uma saca
por hectare, já seria um ganho expressivo”, afirma Pereira.
De acordo com o pesquisador, os desperdícios são causados,
principalmente, pela regulagem inadequada das máquinas de
colheita. Segundo ele, cerca de 80% das perdas ocorrem pelo mau
funcionamento dos mecanismos da plataforma de corte das
colheitadeiras. "A troca de navalhas quebradas, o uso correto da
velocidade e do cilindro trilhador e limpeza de outros
componentes estão entre os ajustes que devem ser observados",
avalia Pereira.
Outro fator é a velocidade incorreta de trabalho e a falta de
treinamento dos operadores das colheitadeiras. Segundo Pereira,
a velocidade ideal varia de 4 a 6 km/hdiz.
O pesquisador alerta ainda que o solo não deve ter desníveis,
porque podem provocar oscilações na máquina e prejudicar a
colheita. A presença de plantas daninhas na lavoura também faz
com que a umidade permaneça alta, prejudicando o bom
funcionamento da colheitadeira. Segundo ele, a umidade ideal do
grão para a colheita deve variar de 13% a 15%.
Para o pesquisador, o caminho para se evitar os desperdícios é
monitorar a colheita. A Embrapa possui um kit para evitar o
desperdício. O kit é formado por um copo volumétrico para
avaliar as perdas e um manual de utilização da tecnologia de
colheita. |